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domingo, 28 de abril de 2013

Tecnologias verdes

Todo mundo fala de sustentabilidade mas pensar projetos que realmente fazem a diferença para um futuro comum com recursos naturais preservados, poucos fazem.
Abaixo temos exemplos de dois tipos de projetos pensados e desenvolvidos para contribuir para um futuro sustentável.
O primeiro é o da bicicleta de papelão.
Sim! De papelão!!! E é super resistente, inclusive pode ser molhada. :-0



Izhar cardboard bike project from Giora Kariv on Vimeo.

O segundo projeto é a máquina de lavar roupas movida a pedal. Além de prática e barata, é extremamente útil para famílias de baixa renda que podem conseguir por doação, podem comprá-la ou até mesmo construí-la já que o projeto está disponibilizado para que muitas outras pessoas também possam se beneficiar.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Rio + 20 (post 3)


Rio de Janeiro hoje = propostas, conversa e turismo: um paraíso para políticos, representantes oficiais, ongs...
Tenho medo das coisas não saírem do papel. É assim, muito cacique junto se exibindo com seus cocares. Enquanto índios verdadeiros quase imploram por respeito.
Eu espero que novos rumos sejam traçados, precisamos disso.
Não é só falar de sustentabilidade, precisamos mesmo é viver de forma sustentável, precisamos de apoio político e social. É a hora de colocar a teoria na prática.
O meu medo é que daqui a 20 dias as pessoas se esqueçam do evento. Algo que não irá acontecer na vida dos índios pataxós que tanto me emocionaram nessa semana. Eles falaram com o coração, conheceram o mar, provaram seus sais e pediram respeito. Os vídeos são incríveis para os que tem sensibilidade no trato humano x meio ambiente (Índios têm contato com o mar pela primeira vez na Cúpula dos Povos). (em off: Sim eu me preocupei com o índio inocentemente bebendo água da praia ali do Aterro do Flamengo. Ah, se ele soubesse da qualidade daquela água. Pobre índio que acredita que o homem branco trata com respeito seu ambiente.)
Enquanto tudo parece ser rosa, o básico falhou quando deram comidas estragadas para os índios (Rio+20: índios reclamam de comida estragada na Cúpula dos Povos).
Ironicamente, um debate sobre soberania segurança alimentar foi suspenso depois que índios que participavam da discussão receberam quentinhas com a comida estragada durante a Cúpula dos Povos, no Aterro do Flamengo, na Zona Sul do Rio de Janeiro, na tarde deste domingo (17).
Os índios reclamaram de um cheiro azedo das quentinhas e bloquearam o acesso do caminhão que levou as refeições para eles no local.
O medo é das coisas não saírem mesmo do papel ou que  se faça algo de qualquer forma para falarem que algo foi feito ( Negociadores correm contra o tempo para concluir base da Rio+20).

Acho que o grande show da Rio+20 se dá na Cúpula dos Povos. Eu estou enlouquecida para ir. Todos os eventos paralelos parecem estar muito bons (Eventos paralelos à Rio+20 ficam lotados no fim de semana).

O que às vezes me deixa indignada é pensar no Rio de Janeiro como um todo e como tantas coisas estão sendo mascaradas. Os hospitais e a saúde pública que tanto esperam recursos, a educação, as BOAS políticas públicas, ... tudo isso foi deixado de lado para que os recursos ($$$) fossem investidos em beleza para turista e para a propaganda para os grandes eventos.


E para terminar minha reflexão, li uma matéria (Moçambicano barrado pela PF regressa ao Brasil para Rio+20) de um moçambicano querendo muito estar presente no evento. Sinceramente me perguntei os motivos dos brasileiros (em sua maioria) não fazerem esforços de conhecer e de visitar o evento. Que cultura é essa meu Deus?

Okay que rola muita hipocrisia mas eu ainda acredito e aguardo avanços.

E você? Acha o que dessa história toda?

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Rio + 20: Água (post 2)

Apesar de vivermos num planeta com água em abundância, este é um recurso finito.

A ONU prevê que em 2050 mais de 45% da população mundial não poderá contar com a porção mínima individual de água para necessidades básicas. Segundo dados estatísticos existem hoje 1,1 bilhão de pessoas praticamente sem acesso à água doce. Estas mesmas estatísticas projetam o caos em pouco mais de 40 anos, quando a população atingir a cifra de 10 bilhões de indivíduos.

De toda a água disponível:
7,6%  está concentrada nos oceanos
água fresca corresponde aos 2,4% restantes ( destes, somente 0,31% não estão concentrados nos pólos na forma de gelo). 

Ou seja, hoje temos  menos de 0,02% está disponível em rios e lagos na forma de água fresca pronta para consumo, e é por isso que precisamos repensar todo nosso consumismo, uso, reuso e tratamento deste pequenino recurso.

Mas como fugir dessa loucura?
Na verdade precisamos de melhor educação, planejamento eficiente e novos hábitos. Um exemplo incrível de como lidar com a água de forma inteligente é o que acontece na cidade de Tel Aviv em Israel - Tel Aviv-Yafo (em hebraico: תֵּל־אָבִיב-יָפוֹ; em árabe: تل أبيب, Tēl ʼAbíb) geralmente chamada de Tel Aviv ou Telavive, é a segunda maior cidade de Israel, com uma população estimada em 391.300 habitantes. A cidade situa-se na costa mediterrânica de Israel, com uma área de 51,8 quilômetros quadrados. É a maior e mais populosa cidade da região metropolitana de Gush Dan, onde vivem 3,15 milhões de pessoas (2008)

Clima: Tel Aviv tem um clima mediterrâneo, com verões quentes, agradável e invernos úmidos e frescos. A umidade relativa do ar tende a ser elevada durante todo o ano, devido à proximidade da cidade com o mar. No inverno, as temperaturas raramente caem abaixo 5 °C (40 °F) e são geralmente entre 10 °C (50 °F) e 15 °C (60 °F); a cidade não vê neve desde 2003. No verão a média é de 26 °C (80 °F), e frequentemente as temperaturas diurnas excedem os 32 °C (90 °F). Apesar da alta umidade, chuvas durante o verão são raras. A precipitação média anual é 530 milímetros (20,9 in), quase todos ocorridos entre outubro e abril. Em Tel Aviv há Sol quase o ano inteiro.

Em Tel Aviv a água é recurso fundamental para a vida e desperdício literalmente não combina com aquele povo. E eles nos dão uma lição de consumo inteligente e reaproveitamento de água. Lá toda água, inclusive a dos banhos e a da descarga é reaproveitada. Essas, que chamamos de esgotos, são tratadas (bio, química e fisicamente) e bombeadas até locais onde irrigam o solo. Tudo isso em 30 anos de boas políticas públicas.

A ONU estima que, em média, 5 mil crianças morram por dia de doenças relacionadas à falta de água ou saneamento básico no mundo.

Aqui no Brasil vejo pessoas lavando calçadas com água, tomando banho de mais de trinta minutos. Vejo prefeituras ignorando o respeito ao cidadão e priorizando outras políticas que não são a de cuidado, carinho e respeito aos recursos naturais.

Acontece que em países onde não existe escassez de algum recurso natural esse nunca é tratado com respeito. É o caso do Brasil e seus recursos naturais. Em pouco mais de 500 anos de história estamos detonando com recursos naturais - FI NI TOS - e acabando com o futuro das próximas gerações.

Quando existem políticas públicas inteligentes tudo melhora.
E ai, vai continuar usando parte dos 0,02% como?



Referências bibliográficas
G1

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Rio + 20: E você com isso? (post 1)

Na contagem regressiva para um dos eventos mais importantes para o Planeta, me bateu o saudosismo de vídeos que me fizeram pensar. 

Há 20 anos eu ouvia pela primeira vez o termos sustentabilidade. Lembro que tudo era tão novo, tantas novidade. Ouvi falar de ecologia, reciclagem... e biologia. Uau! 20 anos se passaram, muita coisa mudou. Pessoalmente acho que a Rio 92 foi um dos mais importantes eventos em prol do coletivo, em prol da vida. Ele difundiu a temática sustentável, promoveu o debate. Engana-se quem acha que foi um fiasco.
Mas e hoje?

Fala-se muito de sustentabilidade mas vive-se em um mundo de incentivos capitalistas. Como lidar com tanta informação?

Em  "O futuro que queremos" sustentabilidade é discutida e apresentada de forma interdisciplinar. Vejamos: 

O que é sustentabilidade?

A população mundial, hoje em 7 bilhões de pessoas, deverá chegar a 9 bilhões em 2050. A demanda por recursos naturais, que se tornam cada vez mais escassos, só aumenta. A desigualdade econômica só faz aumentar. Sustentabilidade exige um padrão de vida decente para todos hoje, sem comprometer as necessidades de gerações futuras.
E isto significa encontrar melhores formas de agirmos. Como por exemplo:
  • Como podemos ajudar a tirar pessoas da pobreza e fazer com que consigam bons empregos, ao mesmo tempo em que protegemos o meio ambiente?
  • O que fazer para oferecer a todos acesso a energia limpa, assegurando-nos de que a energia que produzimos não contribua para as mudanças climáticas?
  • Como fazer para que todos possamos ter acesso a água, alimentação e a nutrientes que todos necessitamos?
  • O que fazer para tornar nossas cidades melhores, de forma que todos possamos desfrutar de uma qualidade de vida decente?
  • Como criar sistemas de transportes de melhor qualidade que nos permita chegar onde desejamos, sem causar grandes engarrafamentos e gerar poluição?
  • Como assegurar que nossos oceanos estejam saudáveis e que a vida marinha não seja ameaçada pela poluição ou pelas mudanças climáticas?s
  • Como garantir a resiliência de nossas comunidades frente aos disasters naturais?
A solução destes desafios é um impulso inicial para a construção do futuro que queremos.



O post é longo (se você for ver os vídeos) mas vale a reflexão:
Qual o mundo que queremos?
Que atitude devemos ter?
Em que mudamos nos últimos 20 anos?







A cada dia um post. Continua...



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