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domingo, 20 de outubro de 2013

Diga NÃO a testes em animais

O texto abaixo é uma revisão bibliográfica de texto sobre experimentação animal não sendo de minha autoria. As referências encontram-se no fim da postagem.

Vivissecção: Dissecação de animais vivos para estudos.
 
Testes em Animais: Todo e qualquer experimento com animais cuja  finalidade é a obtenção de um resultado seja de comportamento, medicamento, cosmético ou ação de substâncias químicas em geral. Geralmente os experimentos são realizados sem anestésicos, podendo ou não envolver o ato da vivissecção. ¹

25 Razões por que testes em animais são inúteis e cruéis 

  1. Menos de 2% das doenças humanas são observadas em animais.
  2. Testes em animais e os resultados nos humanos concordam somente de 5 a 25% das vezes.
  3. 95% das drogas homologadas por testes em animais são imediatamente descartadas como desnecessárias ou perigosas ao humanos.
  4. Pelo menos 50 drogas no mercado causam câncer em animais de laboratório. Mas elas são permitidas porque é admitido que teste em animais não são relevantes.
  5. A P&G usou um almíscar artificial apesar de ter causado câncer em ratos. Eles alegaram que os resultados nos testes dos animais eram "de pouca relevância para os humanos".
  6. Mais de 90% dos resultados dos testes em animais são descartados por serem inaplicáveis aos homens.
  7. Testes em ratos são apenas 37% eficazes na identificação da causa de câncer em humanos. Jogar uma moeda para o alto (cara ou coroa) tem mais acerto.
  8. Roedores são animais quase sempre utilizados na pesquisa do câncer. Eles nunca pegam carcinomas, a forma humana de câncer, que afeta as membranas (por exemplo, câncer de pulmão). Seus sarcomas afetam ossos e tecidos conjuntivos: os dois não podem ser comparados.
  9. Quando perguntados se concordam que experimentos em animais podem ser enganosos "por conta das diferenças anatômicas e fisiológicas entre os animais e os humanos", 88% dos médicos concordaram.
  10. Diferença de sexo entre animais de laboratório pode causar resultados contraditórios. Isso não corresponde com os seres humanos. 
  11. 9% dos animais anestesiados, que deveriam recobrar consciência, morrem.
  12. Estimativa de 83% de substâncias são metabolizadas por ratos de forma diferente do que é nos humanos.
  13. De acordo com testes em animais, o suco de limão é um veneno mortal, mas arsênio, cicuta e toxina botulínica são seguros. (Leia essa frase quantas vezes forem necessárias!)
  14. 88% dos fetos natimortos são causados por medicamentos que são considerados seguros através dos testes em animais.
  15. Um em cada seis pacientes hospitalizados estão lá por causa de um tratamento que tenham feito.
  16. Nos EUA, 100 mil mortes por ano são atribuídas a tratamentos médicos. Em um ano, 1,5 milhão de pessoas foram hospitalizadas devido a tratamentos médicos.
  17. 40% dos pacientes sofrem de efeitos colaterais como resultado de prescrição médica.
  18. Mais de 200 mil medicamentos já foram lançados. A maioria deles já foi retirado do mercado. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), apenas 240 são "essenciais".
  19. Um congresso de medicina na Alemanha concluiu que 6% das doenças fatais e 25% das doenças orgânicas são causadas por medicamentos. Todos foram testados em animais.
  20. A operação de salvamento da gravidez ectópica (gravidez anormal que ocorre fora do útero) foi atrasada 40 anos devido a vivisecção.
  21. Aspirina falhou em testes com animais assim como cardioglicosideos (remédio para o coração), tratamentos de câncer, insulina, penicilina e outros medicamentos seguros. Eles teriam sido banidos se fossem baseados nos teste com animais.
  22. Trinta e três animais morrem em laboratórios pelo mundo a cada segundo.
  23. Crueldade: Para testar drogas e insumos para a indústria, bilhões de animais – principalmente roedores, cães, gatos e primatas – são trancados em laboratórios anualmente e submetidos a práticas dolorosas. Inserção de substâncias tóxicas em seus olhos, inalação forçada de fumaça e implantação de eletrodos em seu cérebro são apenas algumas destas práticas. Via de regra, são utilizados animais de pequeno porte e dóceis, para facilitar o manejo dentro dos institutos de pesquisa. Neste cenário, a raça Beagle, infelizmente, se encaixa perfeitamente e são eles os preferidos dos vivisseccionistas. 
  24. Atraso no desenvolvimento da ciência: O médico norte-americano Ray Greek – um dos entusiastas de que a vivisecção é um atraso ao desenvolvimento da ciência – disse, em 2010, à Revista Veja: 
    “As drogas deveriam ser testadas em computadores, depois em tecido humano e daí sim, em seres humanos. Empresas farmacêuticas já admitiram que essa será a forma de testar remédios no futuro.” 
    Ray afirma que os testes são uma falácia e que atrasam a ciência. Ele é voluntário para testes em humanos, desde que observados todos os pré-requisitos de segurança.
  25. Ineficiência dos testes: O médico Ray Greek, ainda em entrevista à Revista Veja, em 2010, afirmou:
“A indústria farmacêutica já divulgou que os remédios normalmente funcionam em 50% da população. É uma média. Algumas drogas funcionam em 10% da população, outras 80%. Mas isso tem a ver com a diferença entre os seres humanos. Então, nesse momento, não temos milhares de remédios que funcionam em todas as pessoas e são seguros. Na verdade, você tem remédios que não funcionam para algumas pessoas e ao mesmo tempo não são seguros para outras. A grande maioria dos remédios que existe no mercado são cópias de drogas que já existem, por isso já sabemos os efeitos sem precisar testar em animais. Outras drogas que foram descobertas na natureza e já são usadas por muitos anos foram testadas em animais apenas como um adendo. Além disso, muitos remédios que temos hoje foram testados em animais, falharam nos testes, mas as empresas decidiram comercializar assim mesmo e o remédio foi um sucesso. Então, a noção de que os remédios funcionam por causa de testes com animais é uma falácia.” ²

Diferentemente do que muitos pensam, os animais não estão aqui para nos servir. É nosso dever respeitá-los e protegê-los como seres vivos. ¹

A abolição total dos testes em animais depende única e exclusivamente de nós consumidores. Hoje, com as informações disponíveis, podemos escolher entre produtos testados e não testados em animais. Nós devemos pressionar e exigir o fim da utilização de animais pelas empresas que ainda insistem em utilizar esse método retrógrado, ineficiente e cruel. Mas, mais importante ainda, é fazer com que as indústrias saibam do nosso descontentamento com seus métodos de pesquisa. Não adianta parar de usar um produto sem comunicar a empresa sobre as razões que motivaram essa decisão. Como consumidores, devemos exigir que nossas dúvidas sejam devidamente sanadas, uma vez que toda e qualquer empresa tem o dever de nos informar sobre o produto que estão vendendo, desde a matéria prima, fabricação, até os testes. ¹



Considerações finais:
Como bióloga sou contra testes em animais e apoio a ação ativista realizada em prol de direitos animais. Preservar a vida, qualquer forma desta, respeitando seus direitos e preservando seu bem estar deve ser primordial para nossa espécie. Isso é ser HUMANO.

Referências e fontes: 
1 -Projeto esperança animal - PEA: Testes 
2 - Trecho retirado do Facebook onde citam a) www.animalliberationfront.com b) 3 - www.vista-se.com.br c)  www.ebomserdobem.com.br


quarta-feira, 10 de julho de 2013

Deixem os cães serem cães.

Muitas indústrias usam animais em testes para seus produtos. Eles fazem isso porque as pessoas simplesmente ignoram suas dores. Tratam os animais como coisas.
Eu cresci com cães e desde que me entendo por gente tenho vários questionamentos éticos sobre o mundo. Me incomodava ver o sangue escorrendo de pedaços de carne. Eu olhava para a carne e tudo me incomodava. Imaginar que eram partes, destroços de animais me fazia mal.
Cresci numa casa de "carnívoros". O hábito é algo muito complicado na sociedade. Comer carne é um hábito. Uma facilidade socialmente cultivada e influenciada pela indústria.
Quando decidi me tornar vegetariana comecei a descobrir que era mais do que uma indústria de alimentação. Era algo do tipo mascarado. A luta pela causa animal ia além de não comê-los.
Comecei a estudar e vi que havia indústria de cosméticos e remédios que utilizavam animais como cobaias. Alguns não se importavam exatamente com a ética. Eu mesmo presenciei algumas situações durante o meu curso de biologia. Enfim... a realidade era muito ruim.
Hoje sempre pesquiso para ver se a marca do produto que comprarei é ética. Eu não mais financio o holocausto animal.
Para mim eles não são mais coisas, eles são seres e merecem respeito e dignidade. Deixem os animais serem animais.

Enfim, segue o link do vídeo sobre cães que foram resgatados de laboratórios que os utilizavam como cobaia em testes.
Geralmente Beagles são utilizados porque são dóceis.
Esses cães do vídeo nunca haviam visto a luz do dia, nunca haviam saído de suas caixas.
Peço para que olhem nos olhos dos animais. Os olhos sempre falam.



quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Objeção de Consciência

O texto abaixo é reproduzido em sua integralidade, sob autorização prévia. Para mais informações acesse: http://www.1rnet.org/objetando.htm
Todos os créditos são de autoria da 1R.
Mude o seu mundo com pequenas atitudes!
A informação é a ferramenta para mudarmos antigos métodos! Use-a! 


Alguns cursos como Biologia, Medicina Humana ou Veterinária, Nutrição, Odonto, Farmacologia e outros, ainda exigem o uso prejudicial de animais. Se você não sabia que tal uso de animais fazia parte de seu currículo, e se você percebe que tal uso entra em conflito com suas convicções pessoais, então esta parte do site poderá lhe ser muito útil.

Além de você poder contar com nossa ajuda através de e-mail, os textos de apoio aqui disponíveis poderão lhe dar uma boa ideia de como expor sua objeção com clareza e criatividade, além de ter uma ideia de como a lei se posiciona diante deste uso.

Garantir métodos e abordagens substitutivos humanitários ao uso prejudicial de animais não é sempre fácil, mas existe um crescente número de professores que reconhecem a liberdade de consciência dos estudantes, e que também procuram por uma educação humanitária de alta qualidade.



Como Proceder com sua Objeção

Descubra a situação exata

Fale com seu professor ou coordenador de curso o mais cedo possível. Descubra quando e como os animais são utilizados no curso que você escolheu. Pergunte que espécies de animais são utilizadas, quantas e para que finalidades. Pergunte se existe uma política de escolha, se outros recursos são oferecidos e, se sim, como e quais são?

Decida onde você se posiciona e quais seus motivos.

De acordo com sua ética pessoal, onde exatamente você traçaria uma linha em relação ao uso de animais? Esteja apta a defender sua posição. Leia! Decida o que é um recurso substituível aceitável. Certamente você deve requerer uma prática educacionalmente válida, com tempo equivalente, que exija esforço, qualidade de aprendizagem e crédito acadêmico. Você pode começar só, mas pode haver um aumento em número de pessoas que dêem apoio. Tente descobrir a sua volta se estudantes sentem o mesmo que você. Obtenha o apoio de amigas e de professores. Contate a 1R quando precisar de apoio. Analise até onde você estaria disposto a ir para lutar pelo que acredita: se uma solução cooperativa ao problema não pode ser alcançada, então talvez seja necessário adotar uma tática mais direta.

Converse com seu professor

Com calma, mas com firmeza, explique a seu professor que a prática com animais entra em conflito com suas crenças éticas, morais ou espirituais. Explique que você quer aprender, mas sem ter que matar animais. Peça especificamente por um bom recurso substitutivo, uma vez que você não quer participar da prática com animais e quer encontrar uma solução razoável para o problema. Não deixe que seu professor a intimide: você se baseia em seus sentimentos e perspectivas. Mas não seja arrogante, e esteja preparada para discutir a questão. Antecipe o que seu professor pode perguntar. Se seu professor está aberto à mudança, e você afirma que pode usar um outro recurso que julga mais conveniente, então peça por uma confirmação em escrito. Se a resposta for negativa, então você precisa apresentar seu caso com mais profundidade. É bom que você guarde toda papelada que você adquirir durante o processo. Inclua as ações que você tomou, as datas dos encontros e reuniões, as pessoas envolvidas, temas de debate e decisões tomadas. Não esqueça: mantenha sempre com você cópias de toda papelada e de todo material relevante.

Informe-se!

Entenda o conceito e prática da educação humanitária, e esteja atenta a cursos de outras universidades que permitem que os estudantes escolham e ofereçam outros recursos, ou que simplesmente não usem animais. Familiarize-se com os métodos substitutivos disponíveis e das questões acerca do seu uso, como seu potencial educativo, custo e qualidade, e de que tipo de equipamento necessita (se requerido). Descubra os detalhes dos objetivos da prática. Proponha uma prática, ou uma combinação de recursos, que possa substituir o uso de animais, e que encontre os objetivos da aula. Descubra quais os procedimentos formais para se resolver isso. Pergunte a alguém da universidade, ou com a 1R, sobre detalhes de pedidos à comitês de ética, diretórios estudantis, e das possibilidades de se eximir formalmente do uso de animais. Procure conseguir o apoio de seu Centro Acadêmico ou Diretório Central de Estudantes. Comece com o processo agora, se for mais apropriado. Informe-se da legislação nacional ou internacional que possa apoiar a sua decisão.

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São cenas como a da foto abaixo que eu não gostaria mais que acontecesse. Eu fui obrigada a participar de aulas assim na minha formação. No fim da aula, achei que havia aprendido mais com os livros. E sobre a mesa haviam restos de um roedor, remexidos, picados... E foram para o lixo, comum. Em outras aulas foram outros animais utilizados para que a "Ciência" se desenvolvesse.
Será que só onde me formei foi assim? Não! Sei através de colegas que essa realidade é mais comum do que imaginamos.
Hoje eu teria outro posicionamento, hoje eu tive acesso a informação.


Sugestões de leitura:




Palavras-chave: Objeção de consciência, uso de animais em faculdades, universidades, testes em animais, didática, ética, bioética.

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