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sexta-feira, 3 de março de 2017

Inseto folha: conheça a família Philiidae.

Os animais usam táticas incríveis para preservarem suas vidas e para poder predar de forma mais eficaz. Veja o exemplo dos insetos da família Phylliidae (Redtenbacher, 1906). Seu corpo lembra tanto o formato de uma folha que em seu ambiente natural provavelmente passe despercebido. Os insetos do gênero Phyllium pode passar muitas vezes despercebidos caso você não tenha os olhos bem treinados.




A classificação científica da família Phylliidae é a seguinte:
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Phasmatodea
Família: Phylliida


e (Redtenbacher, 1906)
Gêneros:
  • Chitoniscus
  • Microphyllium
  • Nanophyllium
  • Phyllium
  • †Eophyllium




domingo, 26 de janeiro de 2014

Homens de verdade são gentis: com todos os seres vivos.

Me encanta saber que existem pessoas por ai que além de respeitarem a natureza, tomam a iniciativa de fazer algo a favor de uma vida. Digo vida, sem classificar. Apenas o estado de ter vida já merece respeito. Os animais tem uma energia maior, algo mágico que sempre me chamou a atenção.

Hoje ficamos com 2 histórias de Homens que fizeram a diferença.

Carinho e dedicação definem o trabalho do jovem que resgatou um beija-flor caído no quintal de sua casa. O filhote havia sido atacado por outra ave quando perdeu suas forças e, machucado, precisou pousar no jardim. Além de alimentar e cuidar da limpeza das penas, do bico e das patinhas, o adolescente ensinou o filhote a voar. (Fonte)
 
Já no segunda história, outro homem decidiu fazer a diferença. Até mesmo porque eu não entenderia como alguém NORMAL, com coração bombeando sangue para o corpo, consegue ver um animal agonizar e não fazer nada.
 
Ao receber a notícia de que havia um ganso preso no meio de um lago congelado em Lake Watauga, no estado norte-americano do Tennessee, Tommy Lynch, diretor da empresa responsável pela segurança do local, simplesmente disse que não havia como resgatar a ave. Para Lynch, o resgate poderia colocar em risco a vida de um dos membros de sua equipe.
A resposta não satisfez Neel Deshpande. Enquanto curiosos e visitantes do parque usavam celulares para registrar e postar nas redes sociais imagens do animal preso, o funcionário decidiu contrariar as ordens da chefia e investir na possibilidade de resgatar o animal. 
Já no final da tarde, ele usou um caiaque para deslizar sobre a camada de gelo que cobria o lago. Com calma, ele chegou até o lugar onde estava a ave e usou um martelo para soltar o bichinho. 
Na sequência, ele colocou o ganso no caiaque e usou uma corda para voltar à margem do lago, onde dezenas de pessoas o aguardavam para parabenizá-lo por seu ato de coragem e respeito aos animais. 
Com hipotermia e grande parte de sua penas congeladas, o pássaro foi levado a um hospital veterinário do estado (fonte do texto)

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

O que a águia nos ensina?

Fim de ano, hoje é Natal e daqui a 1 semana já estaremos em 2014. Mas como podemos aprender com seu estilo de vida?

Classificação científica:
Nome vulgar: águia
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Accipitriformes (Falconiformes)
Família: Accipitridae (Pandionidae)
Vários gêneros.


A Águia é uma ave que possui a maior longevidade da espécie.Chega a viver cerca de 70 anos,porém,para chegar a essa idade,aos 40 anos ela precisa tomar uma séria e difícil decisão. Aos 40 anos,suas unhas estão compridas e flexíveis,e já não conseguem mais agarrar as presas,das quais se alimenta.O bico alongado e pontiagudo,se curva.Apontando contra o peito estão as asas envelhecidas e pesadas,em função da grossura das penas,voar aos 40 anos já é bem difícil.Nesta situação,a Águia só tem duas alternativas:deixar ou enfrentar um dolorido processo de renovação que irá durar 150 dias.
Este processo consiste em voar para o alto de uma montanha e lá reconhecer-se,em um ninho que esteja próximo a um paredão.Um lugar onde,para retornar,ela necessite dar um vôo firme e pleno.
Ao encontar este lugar,a Águia começa a bater o bico contra a parede até arrancá-lo,enfrentando corajosamente a dor que esta atitude acarreta.Espera nascer outro bico,com o qual irá arrancar suas velhas unhas.Com as novas unhas começa a arrancar as velhas penas.
Após cinco meses,"renascida",sai para o famoso vôo de renovação,para viver então mais trinta anos.

Muitas vezes, em nossas vidas,temos que nos resguardar por um tempo e começar um processo de renovação.Devemos nos desprender das (más) lembranças(maus costumes) e outras situações que nos causam disabores,para que não continuem a voar.Somente quando livres do passado,podemos aproveitar o resultado valioso que uam renovação sempre traz.Um vôo de vitória.
Destrua o bico do ressentimento,arranque as unhas do medo e retire as penas de suas asas dos maus costumes e alcance um lindo vôo para uma vida nova! (Texto de autoria desconhecida)








(Fonte)

Uma das aves que mais impõe respeito é a águia. Uma predadora, topo de cadeia alimentar, dona de belos vôos e muitos mitos.

A águia é o nome comum dado a algumas aves de rapina da família Accipitridae, geralmente de grande porte, carnívoras, de grande acuidade visual. O nome é atribuído a animais pertencentes a gêneros diversos e não corresponde a nenhuma clade taxonômica. Por vezes, dentro de um mesmo gênero ocorrem espécies conhecidas popularmente por gavião ou búteo. Suas principais presas são: coelhos, esquilos, cobras, marmotas e outros animais, principalmente roedores, de pequeno porte. Algumas espécies alimentam-se de ovos de outros pássaros e peixes.
 
(Fonte) 
Costumam fazer seus ninhos em locais altos como, por exemplo, topo de montanhas e árvores de grande porte.Existem diversas espécies de águias, as mais conhecidas são: Águia-de-cabeça-branca, águia-gritadeira, águia marcial, águia-malaia, águia-dourada-européia e águia-impérial-ibérica.

 Entre suas características, possui peso de até 6 kg, comprimento de até um metro, com envergadura de até dois metros, põe até três ovos a cada vez, com tempo de incubação de 35 dias, e atinge a velocidade de aproximadamente 100Km/h. Águias costumam ser utilizados como símbolos em vários contextos e culturas. (Fonte)

terça-feira, 16 de abril de 2013

Animais Incríveis: Encyosaccus sexmaculatus


Acho que pela primeira vez olhei para uma aranha sem "medo". Confesso que mesmo tendo feito biologia, esta classe possui animais que não simpatizo muito mas este é um animal que parece inofensivo. Okay. Não tão inofensivo assim. rs Mas é bonito, mesmo sendo um aracnídeo. haha :-)

Imagem 1


Esta espécie se encontra na Amazônia, no Perú, Equador, Colômbia e na Amazônia do Brasil.  Foi descrita por Eugène Simon em 1895 (Histoire naturelle des araignées. Paris, vol. 1, p. 761-1084).
Imagem 2

Classificação
Reino Animalia
Filo Arthropoda
Sub Filo Chelicerata
Classe Arachnida
Ordem Araneae
Sub Ordem Araneomorphae
Família Araneidae
Gênero Encyosaccus (Simon, 1895)
Nome Binominal: Encyosaccus sexmaculatus (Simon, 1895)

Referências bibliográficas:
Wikipedia - Encyosaccus sexmaculatus
Imagem 1
Imagem 2



sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Qual o formato de um formigueiro?

Pensem em uma formiga. Agora pensem em um formigueiro. Qual o formato de um formigueiro? Eu também não sabeia, até que, navegando por ai descobri o vídeo abaixo. E é fantástico!

Obs.: Se você não sabe inglês então... apenas olhe. O vídeo é praticamente autoexplicativo.


E no final falamos assim: INCRÍVEL!

sábado, 1 de setembro de 2012

Artrópodes

Leirus quinquestriatus
Os Artrópodes (do grego arthros (ἄρθρον): articulado e podos (ποδός): pés ou patas) são invertebrados que possuem um exoesqueleto rígido, e vários pares de apêndices articulados, cujo número varia de acordo com as classes.
Lagarta















É o maior filo de animais e inclui: insetos, crustáceos, aracnídeos, centopéias e piolhos-de-cobra. Totalizam aproximadamente 84% de todas as espécies animais conhecidas.
Possuem fósseis datados do Cambriano (542 a 488 milhões de anos atrás).
Hábitat: aquáticos e terrestres, alguns capazes de voar, alguns parasitas ou estabelecendo relações simbióticas.
Pepsis sp. (marimbondo)

Entre todos os incríveis, resolvi escolher alguns e colocar a foto ai para vocês visualizarem as características do Filo.

Euspinolia ornatula, Família  Multilidae, vespa sem asas.

Cyphochilus insulanus

Ninfa de Miridae (percevejo)
Abelha com pólen
Lepidoptera.
Louva-a-deus devorando uma lagartixa.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Cycloramphus sp. - mais uma nova espécie descoberta no Brasil.

Uma nova espécie de rã foi descoberta por pesquisadores da UFRRJ.
Cycloramphus sp.
Uma nova espécie de rã até então desconhecida pela ciência foi descoberta por pesquisadores da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Com 3 centímetros de tamanho, pouco maior que a unha de um polegar, segundo o professor da UFRRJ Hélio Ricardo da Silva, o anfíbio do gênero Cycloramphus foi localizado no parque Cunhambebe, na Região Metropolitana do Rio.

Cycloramphus sp.
(...) O animal é frágil e habita uma área muito específica, na parte alta da queda d'água. A parte baixa foi represada há tempos para que o recurso natural fosse usado pela população de Itaguaí, diz Silva. "Esta espécie deveria ocorrer no rio todo, mas do ponto em que fizeram a represa para baixo ela não existe mais", pondera.
(...) Se desmatassem o entorno da cachoeira, as rãs descobertas talvez não sobrevivessem, reflete o professor. "Na área identificada, o animal é abundante. Então não dá para dizer que é uma espécie em extinção. Estamos avaliando a biologia dela ainda, as características."
(...) "Do ponto de vista da biologia, nós nos preocupamos em entender a história das espécies do planeta", pondera. 
A pequena espécie tem habilidade de se camuflar em seu hábitat. A publicação deve acontecer na revista Zootaxa de agosto e confesso que estou anciosa para a leitura do artigo e para saber o nome da espécie, que deverá levar em consideração a camuflagem do animal.
Pelo que li a descoberta ocorreu ao acaso durante um estudo para inventário da fauna local.
A espécie está sendo descrita em coautoria com a pesquisadora em biologia animal Daiane Ouvernay, também da UFRRJ  e o professor da UFRRJ Hélio Ricardo da Silva. Ele relata que a descoberta ocorreu "por acaso", quando o grupo buscava anfíbios em bromélias.

Sim, ainda existe muito trabalho a ser realizado.
Biólogos são bem vindos!

Referência Bibliográfica
G1 - Natureza

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Mamíferos: caracteres gerais e chave classificatória

Considera-se mamíferos (latim mamma: mama (glândulas); feros: portador) vertebrados com as seguintes características exclusivas, chamadas de autapomorfia:

  • Presença de glândulas mamárias (fundamental!), lactação e amamentação.
  • Pele com queratina, recoberta de pêlos/cabelos (anexos embrionários exclusivos de mamíferos, que entre outras funções, realizam a manutenção da temperatura corpórea).
  • Glândulas sebáceas (oleosas) e sudoríparas.
  • Homeotérmicos (fenômeno que recebe contribuição dos pêlos e de glândulas sudoríparas.
  • Respiração pulmonar (alta taxa metabólica), presença de diafragma (músculo que separa o tórax do abdome).
  • Geralmente vivíparos (viviparidade) (embriões se desenvolvem dentro do corpo materno recebendo nutrientes, proteção...) - Exceto em monotremados!!!. Com formação de placenta (anexo embrionário relacionado com a nutrição do embrião e que promove trocas respiratórias). 
  • Circulação fechada, dupla e completa. Coração com 4 cavidades: 2 átrios e 2 ventrículos; hemácias ( eritrócitos) anucleadas com forma bicôncava.
  • Derivações integumantárias específicas (garras, unhas, cascos, cornos, chifres, escamas, espinhos, placas dérmicas).
  • Posição e função dos membros são modificados para suportar modos locomotores específicos;
  • cintura torácica simplificada; crânio bicôndilo, caixa craniana aumentada, arcos zigomáticos maciços, cavidade nasal com labirinto nasoturbinado, presença de nariz/focinho, palato ósseo secundário;
  • Ossos pélvicos fundidos, diferenciação regional da coluna vertebral, pulmões com estrutura alveolar, órgão vocal na laringe, três ossículos na orelha média (estribo, bigorna e martelo), cóclea longa e espiralada (exceto nos monotremados), meato auditivo longo, aurículas externas (= orelhas) grandes e móveis, mandíbula composta por um único osso, o dentário, junção dentária-escamosal, presença de um ramo mandibular, dentes grandes variando em número, forma e função, heterodontes ( em os dentes diferenciados em incisivos, caninos e molares), difiodontes ( tem uma primeira dentição caduca e outra permanente), cérebro aumentado, maior atividade e alta versatilidade na função locomotora;
  • Fecundação interna.

  • Diversidade de vida social;
  • Aumento do espectro de reações comportamentais e suas interconexões com o aumento da capacidade de aprendizado social e individual e diferenciação interindividual;
  • Crescimento limitado por fatores hormonais e estruturais;
  • Determinação sexual cromossômica (sistema XY).
  • "Topo" da cadeia evolutiva, possuindo todos os sistemas completos e reprodução sexuada.
Chave classificatória dos mamíferos viventes (simplificado):

Classe Mammalia
  Subclasse Prototheria
            Ordem Monotremata (ornitorrinco, equidna)
 
   Subclasse Theria


   Infraclasse Marsupialia


            Ordem Didelphimorphia (gambá, cuícas)
            Ordem Paucituberculata (cuíca-musaranho)
            Ordem Microbiotheria (monito-del-monte)
            Ordem Notoryctemorphia (toupeira-marsupial)
            Ordem Dasyuromorphia (diabo-da-tasmânia, gatos-marsupiais)
            Ordem Peramelemorphia (bandicotos - É uma ordem de marsupiais que inclui os animais designados por bandicoots e bilbies - Macrotis lagotis)
            Ordem Diprotodontia (coala, wombat, canguru)

   Infraclasse Placentalia
      Superordem: Primatomorpha

      Superordem Afrotheria:

            Ordem Afrosoricida (tenrecos - principalmente Madagascar, com exceção da subfamília Potamogalinae, que vive na África continental. )
            Ordem Macroscelidea (musaranho-elefante: apenas entre 10 a 30 cm de comprimento, excluindo a cauda.)
            Ordem Tubulidentata (aardvarks: oricteropo (Orycteropus afer)
            Ordem Hyracoidea (dassies: apenas na África - Procavia sp; Heterohyrax sp., Dendrohyrax sp.)
            Ordem Proboscidea (elefantes)
            Ordem Sirenia (peixe-boi)


      Superordem Xenarthra
            Ordem Cingulata (tatu)
            Ordem Pilosa (preguiça, tamanduá)


      Superordem Euarchontoglires:
            Ordem Scandentia (Tupaias)
            Ordem Dermoptera (colugos)
            Ordem Primates (lémur/lêmure, macaco, chimpanzé, homem)
            Ordem Rodentia (camundongo, rato, hamster, esquilo, castor)
            Ordem Lagomorpha (lebre, coelho, pika)

      Superordem Laurasiatheria
            Ordem Erinaceomorpha (ouriço)
            Ordem Soricomorpha (musaranho, toupeira, solenodonte)
            Ordem Chiroptera (morcego)
            Ordem Pholidota (pangolim: Ásia e África, Manis spp.)

            Ordem Carnivora (cão, gato, urso, doninha, foca, morsa)
            Ordem Perissodactyla (cavalo, rinocerontes e anta )
            Ordem Artiodactyla (porco, veado, boi, ovelha, camelo)
            Ordem Cetacea (baleia, golfinho)


Três considerações devem ser levantadas:

  1. As ordens Afrosoricida, Erinaceomorpha e Soricomorpha formavam a antiga ordem Insectivora, ainda utilizada por alguns investigadores.
  2. As ordens Cingulata e Pilosa compunham a antiga ordem Edentata, cujo termo atualmente foi elevado a superordem.
  3. Em algumas publicações os artiodáctilos e os cetáceos aparecem formando uma única ordem, a Cetartiodactyla.
Referências Bibliográficas
STORER, T.I.; USINGER, R.L.; STEBBINS, R.C. & NYBAKKEN, J.W. Zoologia geral. Trad. C. G. Froehlich, D. D. Corrêa, E. Schlenz. 6ª Ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1991.
Wikipédia: Mamíferos
Imagens: referência no nome referente à imagem, que contém link e leva à página original.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Beija-flor


Nunca dei muita importância aos pássaros até que no ano retrasado tive um aluno novinho que era louco por aves e já (tão cedo) falava que iria ser biólogo e estudar pássaros. Lembro que quando eu disse que quem estuda pássaros chama-se ornitólogo ele arregalou os olhos e disse: - Isso, eu vou ser ornitólogo!
Era uma pessoinha, bem resolvida  e que gostava muito de ciências. Percebi que é preciso dar atenção a alunos assim. Um professor que não dê atenção nesses casos pode desestimular um futuro profissional brilhante.
Um dia fiz um curso e ganhei um guia de aves aqui da região onde eu moro. Corri para o professor do curso  e disse que tinha um aluno que queria ser  ornitólogo. Na mesma hora ele entendeu e me deu um guia extra para dar ao meu aluno. Na semana seguinte entreguei ao pequenino e vi aqueles olhos brilharem. É isso gente. Coisas simples que fazem a profissão valer a pena.

Então Caio, esse post é para você!

Beija-flor!!!!

Lindos, pequenos, rápidos, multicoloridos,... Tantos adjetivos para essa bela ave. Rodando pela internet achei várias fotos incríveis sobre beija-flores.

O beija-flor, colibri ou cuitelo é uma ave da ordem Apodiformes, que inclui apenas a família Trochilidae e seus 108 gêneros. Existem 322 espécies conhecidas. No Brasil, alguns gêneros recebem outros nomes, como os rabos-brancos do gênero Phaethornis ou os bicos-retos do gênero Heliomaster. No antigo sistema classificativo, a família Trochilidae integrava a ordem Apodiformes, juntamente com os andorinhões. Entre as características distintivas do grupo, contam-se o bico alongado, a alimentação à base de néctar, 8 pares de costelas, 14 a 15 vértebras cervicais, plumagem iridescente e uma língua extensível e bifurcada.
O grupo é originário das Américas e ocorre desde o Alasca à Terra do Fogo. A maioria das espécies é tropical e subtropical e vive entre as latitudes 10ºN e 25ºS. A maior biodiversidade do grupo encontra-se no Brasil e no Equador, que contam com cerca de metade das espécies conhecidas de beija-flor. Os troquilídeos estão ausentes do Velho Mundo, onde o seu nicho ecológico é preenchido pela família Nectariniidae (Passeriformes).

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Apodiformes
  • Características físicas
Os beija-flores são aves de pequeno porte, que medem em média 6 a 12 cm de comprimento e pesam 2 a 6 gramas. O bico é normalmente longo, mas o formato preciso varia bastante com a espécie e está adaptado ao formato da flor que constitui a base da alimentação de cada tipo de beija-flor. Uma característica comum é a língua bifurcada e extensível, usada para extrair o néctar das flores.
O esqueleto e constituição muscular dos beija-flores estão adaptados de forma a permitir um vôo rápido e extremamente ágil. São as únicas aves capazes de voar em marcha-ré e de permanecer imóveis no ar. O batimento das asas é muito rápido e as espécies menores podem bater as asas 70 a 80 vezes por segundo. Em contraste, as patas dos beija-flores são pequenas demais para a ave caminhar sobre o solo. As fêmeas são em geral maiores que os machos, mas apresentam coloração menos intensa.Vivem em média 12 anos e seu tempo de incubação é de 13 a 15 dias.
  • Comportamento
Tal como a maioria das aves, o sentido do olfato não está muito desenvolvido nos beija-flores; a visão, no entanto, é muito apurada. Além de poderem identificar cores, os beija-flores são dos poucos vertebrados capazes de detectar cores no espectro ultravioleta.

A alimentação dos beija-flores é baseada em néctar (cerca de 90%) e artrópodes, em particular moscas, aranhas e formigas. Os beija-flores são poligâmicos.

Polinização: Entre os animais que visitam flores em busca de alimento, os beija-flores são os mais conhecidos, pelos tons metálicos da sua plumagem e a capacidade de visitar flores pairando no ar. Os beija-flores precisam de grandes quantidades de néctar diariamente, para suprir a energia necessária ao seu esvoaçar contínuo. O néctar das flores visitadas por beija-flores é um alimento altamente energético, contendo cerca de 20% de açúcares, sendo que a quantidade de néctar disponível varia com o tamanho e tipo de flor.

As flores visitadas por beija-flores em geral são tubulosas e e apresentam cores vivas, com tonalidades que variam do vermelho ao alaranjado. Esse conjunto de cores e formas permite prever que o polinizador de uma determinada flor seja um beija-flor. As flores da sálvia e do cipó-de-são-joão representam bem os tipos visitados por beija-flores. Entretanto, algumas flores polinizadas por essas aves podem ser azuis ou brancas, como as de certos caraguatás. Nesse caso, as brácteas ou alguma outra parte da planta apresentam cor avermelhada, que atrai a atenção dos beija-flores.
  • Alguns beija-flores também buscam néctar em flores que são polinizadas por outros tipos de animais, como abelhas, borboletas ou morcegos. Quando isso ocorre, nem sempre há um ajuste entre o tamanho e o tipo de flor e o tamanho do bico do beija-flor. Quando a flor é grande demais, pode ocorrer a 'pilhagem de néctar'. Nesse tipo de visita, o beija-flor retira o néctar sem tocar nas partes reprodutivas da planta e, portanto, não realiza a polinização. Beija-flores pequenos, como o besourinho-de-bico-vermelho são pilhadores habituais.
  • Ao visitar as flores em busca de néctar, os beija-flores podem adotar dois modos distintos: estabelecem territórios ou percorrem rotas alimentares. Os dois modos resultam em diferenças na polinização. Quando estabelece território, o beija-flor transporta pólen entre as flores da mesma planta ou de plantas próximas entre si. Já a territorialidade, portanto, resulta em menor número de plantas na polinização. Na ronda alimentar, por outro lado, o beija-flor transporta pólen entre as flores de um maior número de indivíduos, distantes entre si, possibilitando assim maior variabilidade genética.
  • Alimentação artificial
Aproveitando a grande necessidade que os beija-flores têm de um alimento energético de rápida utilização, como o néctar, que contém carboidratos em concentração variável em torno de 15 a 25%, é possível atraí-los para fontes artificiais de soluções açucaradas, os chamados "bebedouros" para beija-flores. Trata-se de recipientes com corolas artificiais onde é colocada uma solução açucarada cuja concentração recomendada é de 20%. Uma crença, que tudo indica foi iniciada a partir de uma publicação de autoria do naturalista Augusto Ruschi, diz que o uso desses bebedouros pode ocasionar doenças nessas aves, podendo até matá-las. Porém não há, na literatura ornitológica, nenhum trabalho científico comprovando isto. Essa crença tornou-se extremamente difundida na população. A doença à qual Ruschi se referiu seria a candidíase, infecção oportunista causada pelo fungo Candida albicans, que acometeria a boca dos beija-flores. É possível que esse autor tenha de fato observado essa doença em seus beija-flores, mantidos em viveiros, pelo fato de se encontrarem imunodeprimidos pelas próprias condições do cativeiro. De qualquer forma, é aconselhável que todos que forem se utilizar desse artifício para atração de beija-flores para seus jardins, sacadas, etc., procedam à limpeza diária dos bebedouros e à troca da solução açucarada, preparada sempre com açúcar comum, evitando utilizar mel, açúcar mascavo e outros preparados com maior facilidade de fermentação.
Havendo a disponibilidade do alimento artificial, normalmente os beija-flores o procuram complementando, com louvor, seu provimento energético. Esse alimento fornecido auxilia os beija-flores, porém alguns cuidados são necessários.
Em áreas com desequílibrio da vegetação natural ou mesmo em certos períodos do ano, quando há maior escassez de alimento, os beija-flores tendem a se especializar nos bebedouros. A hipótese é que essa fase de especialização pode provocar um desequílibrio no organismo do animal, debilitando o seu sistema imunológico. Foi observado, principalmente nestes períodos de escassez, um aumento de doenças nestes pássaros, especialmente aquelas provocadas por fungos. Isso provavelmente pode ter origem na carência de alguns nutrientes que normalmente seriam encontrados em fontes naturais de alimento, como o néctar e artrópodes. Com a adição de sal na dieta líquida, percebeu-se um aumento na resistência às doenças, tornando-se incomum ver pássaros enfermos. Desta forma, além da troca diária da calda açucarada, é aconselhável acrescentar também uma pequena pitada de sal (NaCl). Na dosagem, o exagero de sal prejudica os pássaros, assim o ideal seria imitar a concentração do soro fisiológico.
Com relação à limpeza dos bebedouros, outrossim é importante mantê-los longe de insetos como formigas, vespas, baratas, etc. Tais insetos, além de competir pelo alimento com os pássaros, carregam parasitas, especialmente fungos que infectam os bebedouros. Um sinal vísivel, da infestação por fungos, é o pronto escurecimento do bocal e até pétalas das flores artificiais, logo após a visita dos insetos. Sendo assim é recomendável utilizar modelos de bebedouros que tenham algum dispositivo limitador de formigas, etc. Quando se notar o escurecimento das flores de plásticos, estas devem imediatamente ser esterilizadas com cloro (destinado a purificar alimentos, jamais usar produtos comuns de limpeza) e bem enxaguadas antes de serem reutilizadas.



  • Referências culturais


Foto aérea da imagem de beija-flor estilizado nas linhas de Nazca no Peru
Os beija-flores estão representados:
No brasão de armas e na moeda de 1 cêntimo de Trinidade e Tobago.
Nas linhas de Nazca.
Na cédula de R$ 1,00.
No símbolo da Prefeitura Municipal de Betim, Minas Gerais.
Na música Cuitelinho, do folclore de Minas Gerais.
Na música brasileira Ai que Saudade D'ocê.





Ai Que Saudade D'Ocê (Geraldo Azevedo)


Não se admire se um dia
Um beija-flor invadir
A porta da tua casa
Te der um beijo e partir
Fui eu que mandei o beijo
Que é pra matar meu desejo
Faz tempo que eu não te vejo
Ai que saudade de ocê
Se um dia ocê se lembrar
Escreva uma carta pra mim
Bote logo no correio
Com frases dizendo assim
Faz tempo que eu não te vejo
Quero matar meu desejo
Te mando um monte de beijo
Ai que saudade sem fim
E se quiser recordar
Aquele nosso namoro
Quando eu ia viajar
Você caía no choro
Eu chorando pela estrada
Mas o que eu posso fazer
Trabalhar é minha sina
Eu gosto mesmo é de ocê




Referência Bibliográfica http://pt.wikipedia.org/wiki/Beija-flor

domingo, 8 de janeiro de 2012

A maior das aves de rapina: Harpia harpyja

Lembro da primeira vez que vi uma  Harpia sp. : incrivelmente bela, magnífica, com status de poderosa das poderosas e realmente muito grande. Inicialmente tive medo, talvez pela sua grandeza e também por instinto. Depois me perdi ao admirá-la. Eram 3 aves, 1 casal e mais uma fêmea um pouco separada. Vi seu vôo e naquele momento se houvesse como coroar e reverenciar um animal incrível, eu com certeza teria feito.
Fiquei perdida em meus pensamentos por quase uma hora. Parecia que eram apenas eu e elas.
Pensava em como, nos dias de hoje, uma ave de tal grandeza pode viver livre e protegida em seu hábitat. Na verdade não pode.
A Harpia sp. é uma ave ameaçada de extinção. Culpa do ser humano e de sua mania de grandeza somada ao capitalismo apoiado pela cultura consumismo.  A falta de respeito da nossa legislação também  deixa as questões ambientais a parte das políticas públicas.
É o ser humano, que se acha onipotente e topo de cadeia alimentar.

Imagem 1


Entre os animais que eu tenho loucura, está a bela ave. E com certeza, quando eu tiver coragem de fazer as tatuagens que eu quero, esta magnífica terá lugar de destaque.


Seguem abaixo alguns dados mais a classificação taxonômica da AVE DAS AVES.

Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Accipitriformes / Falconiformes
Família: Accipitridae
Gênero: Harpia
Espécie: H. harpyja (sistema binomial) Harpia harpyja (Lineu, 1758)

Imagem 2
  • Nomes vulgares: gavião-real ou uiraçu-verdadeiro - em oposição ao uiraçu-falso (Morphnus guianensis), outra espécie de ave de rapina menor e de aparência muito semelhante.
  • Envergadura de 2,5 metros e peso de até 10 quilogramas.
  • Ambos os sexos têm uma crista de penas largas que levantam quando ouvem algum ruído. Como as corujas, elas têm um disco facial de penas menores que pode focar ondas sonoras para melhorar suas capacidades auditivas.
  • Características físicas: olhos pequenos, um longo topete, a crista com duas penas maiores e uma cauda com três faixas cinzentas, que pode medir até 2/3 do comprimento da asa. Esta ave da família Accipitridae possui asas largas e redondas, pernas curtas e grossas, e dedos extremamente fortes, com enormes garras, capazes até de levantar um carneiro do chão. Sua cabeça é cinza, o papo e a nuca, negros, e o peito, a barriga e a parte de dentro das asas, brancos. Tem entre 50 a 90 centímetros de altura, uma envergadura de até 2,5 metros e um peso variando entre 4 e 5,5 quilogramas quando macho e entre 6 e 9 quilogramas quando fêmea.
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  • Alimentação: predadores tremendamente eficazes, com garras mais compridas do que as de um urso-cinzento. É uma águia adaptada ao voo acrobático em ambientes florestais de espaços fechados.
Elas se aproximam morfologicamente (não se sabe se filogeneticamente) de várias outras aves de rapina tropicais de grande tamanho adaptadas à caça de grandes animais arborícolas como macacos, preguiças, lêmures, etc., tais como a águia-coroada africana, a águia-das-filipinas e a águia-da-nova-guiné. Todas essas são chamadas de águias-pega-macaco em suas localidades de origem devido ao grande porte, que coloca animais maiores, como macacos, em seu cardápio.
  • Hábitat: florestas tropicais e a espécie se dispersa geograficamente do México à Bolívia, na Argentina e em grande parte do Brasil, notadamente no Amazonas, vivendo em árvores altas, dentro de vasta mata, onde constrói seus ninhos. Habitava as matas brasileiras de forma abrangente. Hoje pode ser encontrado na Amazônia e visto raramente na Mata Atlântica. Na região amazônica da Guiana, onde foi bem estudado, verificou-se que é um predador sobretudo de mamíferos.
  • Hábitos: rápida e possante em suas investidas,tão forte fisicamente que consegue erguer um carneiro sem maiores dificuldades.
    • Voa alternando rápidas batidas de asa com planeio. Tem um assobio longo e estridente e, nas horas quentes do dia, costuma voar em círculos sobre florestas e campos próximos.
    • As  H. harpyja conservam energia se empoleirando silenciosamente, vendo e ouvindo por longos períodos de tempo. Elas caçam com curtas e rápidas investidas. As fêmeas, maiores, caçam presas mais pesadas do que os menores, mais ágeis e rápidos machos. Estas técnicas complementares podem aumentar as chances de sucesso na obtenção de comida. Grandes presas, como preguiças e macacos, costumam ser consumidas parcialmente até poderem ser transportadas para o ninho.
  • Alimentação: composta de animais de porte médio, como aves, macacos, preguiças até macacos maiores como os bugio.
    • Elas caçam pelo menos dezenove espécies de animais, dezesseis destas são arborícolas.Em cativeiro são alimentadas com carne, pequenos animais como ratos, etc.
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  • Reprodução: assim como as águias em geral, são monogâmicas, unindo-se por toda a vida.
    • Ninhos em árvores muito altas, com galhos bem separados, de até 40 metros de altura.
    • O casal dá uma cria a cada dois ou três anos. O período reprodutivo vai de junho a novembro e o período de incubação é de 2 meses.
    • As fêmeas depositam um ovo ou dois, mas, caso ambos os ovos sejam incubados com sucesso, em condições naturais somente o primogênito sobrevive, já que o filhote maior invariavelmente matará o menor (este "cainismo" é comum a várias espécies de águia, e permite estratégias de conservação baseadas na remoção do filhote menor do ninho para criação artificial).
    • O filhote testa suas asas com seis meses. No entanto, fica sob os cuidados dos pais, sendo alimentado, por outros seis a dez meses, mantendo, assim, uma longa dependência.
    • A maturidade sexual é atingida aos quatro ou cinco anos e o indivíduo pode retornar ao mesmo ninho em que nasceu.
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  • Perigos à sua sobrevivência: destruição de seu habitat (necessita de grandes áreas para viver). Atualmente, a  H. harpyja encontra-se praticamente restrita à floresta amazônica.
    • É ameaçada pela caça predatória por ser considerada perigosa para as criações de animais domésticos.
    • De acordo com a ONG estadunidense Peregrine Fund, que se dedica à proteção internacional de aves de rapina diurnas, a  H. harpyja é uma espécie "dependente de conservação", na medida em que o declínio da espécie em toda a sua área de ocorrência, produzido principalmente pelo desmatamento, exige políticas ativas de conservação e/ou reprodução em cativeiro, que impeçam que a ave se torne uma espécie imediatamente ameaçada de extinção. O Peregrine Fund realizou, aliás, algumas experiências bem sucedidas de criação em cativeiro e libertação de  H. harpyja em uma reserva florestal no Panamá.
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  • Curiosidades:
    • Por causa do tamanho e ferocidade do animal, os primeiros exploradores na América Central nomearam estas águias em função das monstruosas meio-mulheres/meio-águias da mitologia grega clássica.
    • A  H. harpyja é o pássaro nacional e está desenhada no brasão do Panamá.
    • Está desenhada no brasão de armas do Estado do Paraná.
    • É o símbolo e estampa o escudo da tropa de elite da Polícia Federal do Brasil, o Comando de Operações Táticas.
    • Faz parte do simbolo do 4º Batalhão de Aviação do Exército Brasileiro, e também denomina um esquadrão da Força Aérea Brasileira, o 7º/8º Esquadrão Hárpia.
    • É o designativo das aeronaves do Núcleo de Operações e Transporte Aéreo da Polícia Militar do Espírito Santo.
    • É o animal que artistas desenharam para criar 'Fawkes a fênix' para o filme Harry Potter e a Câmara Secreta.
    • É capaz de exercer uma pressão de 42 kgf/cm² (4,1 MPa ou 530 lbf/in²) com suas garras. Ela pode erguer mais de 3/4 de seu peso.
    • Garras são tão fortes que são capazes de esmigalhar um crânio humano.
    • É a águia mais pesada da atualidade e a águia-das-filipinas é a única águia viva que se compara a ela em tamanho. Entretanto, a extinta águia-de-haast da Nova Zelândia era aproximadamente 50% maior do que ela.
    • Dá nome ao projeto de inteligência artificial mantido pelo SERPRO.
    • Em 15 de janeiro de 2009 nasceu um filhote de harpia no Refúgio Biológico de Itaipu. Com 100 gramas de massa, é o primeiro filhote a nascer com sucesso em cativeiro no sul do Brasil.[3]
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Harpias e a mitologia

As harpias (em grego, ἅρπυιαι) são criaturas da mitologia grega, frequentemente representadas como aves de rapina com rosto de mulher e seios [6]. Na história de Jasão, as harpias foram enviadas para punir o cego rei trácio Fineu, roubando-lhe a comida em todas as refeições [7]. Os argonautas Zetes e Calais, filhos de Bóreas e Orítia, libertaram Fineu das hárpias, que, em agradecimento, mostrou a Jasão e os argonautas o caminho para passar pelas Simplégades [7]. Enéias e seus companheiros, depois da queda de Tróia, na viagem em direção à Itália, pararam na ilha das Harpias; mataram animais dos rebanhos delas, as atacaram quando elas roubaram as carnes, e ouviram de uma das Harpias terríveis profecias a respeito do restante de sua viagem. [8]
Segundo Hesíodo, as harpias eram irmãs de Íris, filhas de Taumante e a oceânide Electra, e seus nomes eram Aelo (a borrasca) e Ocípete (a rápida no vôo) [9]. Higino lista os filhos de Taumante e Electra como Íris e as hárpias, Celeno, Ocípete e Aelo [10], mas, logo depois, dá as hárpias como filhas de Taumante e Oxomene [6]

Referências bibliográficas
  1. ↑ Raptors (em Inglês). IOC World Bird List. Página visitada em 13 de Outubro de 2010.
  2. ↑ Harpia harpyja ITIS, the Integrated Taxonomic Information System].
  3. ↑ "Ave rara no Brasil nasce no Refúgio Biológico de Itaipu". . (página da notícia visitada em 21/01/2009)
  4. http://pt.wikipedia.org/wiki/Harpia
  5. http://pt.wikipedia.org/wiki/Harpia_(mitologia)
  6. ↑ a b Higino, Fabulae, XIV, Argonautas reunidos
  7. ↑ a b Higino, Fabulae, XIX, Fineu
  8. ↑ [ Bulfinch, Thomas , O Livro de Ouro da Mitologia: Histórias de Deuses e Heróis, Ediouro
  9. ↑ Hesíodo, Teogonia, 265-269
  10. ↑ Higino, Fabulae, Prefácio

Imagens
  1. sagrado-feminino.blogspot.com
  2. aamazoniaenossa.blogspot.com
  3. bocadaonca.com
  4. andersonanimals.blogspot.com
  5. nitroimagens.com.br
  6. avesnicaragua.org
  7. osihvas.lapunk.hu

Palavras-chave: 
  • Harpia harpyja, rapina, fauna brasileira, ameaçados de extinção, Animalia, Chordata, Aves, Accipitriformes, Falconiformes, Accipitridae, biologia.

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