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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Fugindo às regras.

Lembro que em uma das minhas primeiras aulas na faculdade uma professora, hoje grande amiga, me ensinou das incertezas da biologia. Disse que devemos usar palavras como geralmente, sempre. Não há exatidão, muito mesmo regras ou conceitos perfeitos que não possam cair ou no mínimo evoluir. Hoje achei esse vídeo abaixo e sim, mais uma vez caiu meu queixo.
Agora me diga: - Como você descreveria um ser humano com suas características básicas?
Te sugiro iniciar a descrição por: - Seres humanos GERALMENTE são...
hahahaha


domingo, 10 de fevereiro de 2013

Animais incríveis - Atolla wyvillei

Hoje inauguro a série ANIMAIS INCRÍVEIS.


Classificação
Reino: Animalia
Filo: Cnidaria
Classe: Scyphozoa
Ordem: Coronatae
Família: Atollidae
Gênero: Atolla
Espécie: Atolla wyvillei Haeckel, 1880 [1]

Também conhecida como medusa coronata, Atolla wyvillei é uma espécie marinha e pode ser encontrada em diversas partes do mundo [2]. Seu nome vem de seu descobridor, Charles Wyville Thomson. Possui 22 tentáculos longos distribuídos ao redor do corpo [3] o que facilita a captura de alimentos [4]. É uma espécie bioluminescente [5] e ao atacar emite luminescência para atrair e confundir a presa. Por isso um dos seus nomes vulgares é "alarm jellyfish", algo do tipo água-viva de sinal. [6] 


Apesar da coloração avermelhada, ao emitir luminescência o animal ganha coloração azul. 


Todas essas característica incríveis para um animal de aproximadamente 15 cm de diâmetro e que pode viver entre 500 e 5000 m de profundidade. [7]
Vale ressaltar que por ser uma medusa, o animal possui simetria radial.

Referências Bibliográficas


  1. Wikipedia.com - Atolla wyvillei
  2. Cornelius, P. (2012). Atolla wyvillei. Accessed through: World Register of Marine Species at http://www.marinespecies.org/aphia.php?p=taxdetails&id=135282 on 2012-12-17
  3. Russell, F.S., 1970. The medusae of the British Isles. II. Pelagic Scyphozoa with a supplement to the first volume on Hydromedusae. Cambridge University Press, Cambridge, 284 pp.
  4. Boltovskoy, D., editor, 1999. South Atlantic Marine Zooplankton cited in Marine Species Identification Portal: http://species-identification.org/species.php?species_group=zsao&id=2415
  5. Hunt, J.C. & D.J. Lindsay, 1998. Observations on the behavior of Atolla (Scyphozoa: Coronatae) and Nanomia (Hydrozoa: Physonectae): use of the hypertrophied tentacle in prey capture. Plankton Biology and Ecology, 45, 239-242.
  6. Herring, P.J. & E.A. Widder, 2004. Bioluminescence of deep-sea coronate medusae (Cnidaria: Scyphozoa). Marine Biology, 146: 39-51 {{cite web|last=Widder|first=E.A.|title=Eye in the Sea|url=http://oceanexplorer.noaa.gov/explorations/05deepscope/background/eyeinsea/eyeinsea.html%7Cwork=Operation Deep Scope 2005|publisher=accessdate=10 February 2013
  7. Real Monstros: Atolla jellyfish
Referências das imagens: Real Monstros: Atolla jellyfish

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Cycloramphus sp. - mais uma nova espécie descoberta no Brasil.

Uma nova espécie de rã foi descoberta por pesquisadores da UFRRJ.
Cycloramphus sp.
Uma nova espécie de rã até então desconhecida pela ciência foi descoberta por pesquisadores da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Com 3 centímetros de tamanho, pouco maior que a unha de um polegar, segundo o professor da UFRRJ Hélio Ricardo da Silva, o anfíbio do gênero Cycloramphus foi localizado no parque Cunhambebe, na Região Metropolitana do Rio.

Cycloramphus sp.
(...) O animal é frágil e habita uma área muito específica, na parte alta da queda d'água. A parte baixa foi represada há tempos para que o recurso natural fosse usado pela população de Itaguaí, diz Silva. "Esta espécie deveria ocorrer no rio todo, mas do ponto em que fizeram a represa para baixo ela não existe mais", pondera.
(...) Se desmatassem o entorno da cachoeira, as rãs descobertas talvez não sobrevivessem, reflete o professor. "Na área identificada, o animal é abundante. Então não dá para dizer que é uma espécie em extinção. Estamos avaliando a biologia dela ainda, as características."
(...) "Do ponto de vista da biologia, nós nos preocupamos em entender a história das espécies do planeta", pondera. 
A pequena espécie tem habilidade de se camuflar em seu hábitat. A publicação deve acontecer na revista Zootaxa de agosto e confesso que estou anciosa para a leitura do artigo e para saber o nome da espécie, que deverá levar em consideração a camuflagem do animal.
Pelo que li a descoberta ocorreu ao acaso durante um estudo para inventário da fauna local.
A espécie está sendo descrita em coautoria com a pesquisadora em biologia animal Daiane Ouvernay, também da UFRRJ  e o professor da UFRRJ Hélio Ricardo da Silva. Ele relata que a descoberta ocorreu "por acaso", quando o grupo buscava anfíbios em bromélias.

Sim, ainda existe muito trabalho a ser realizado.
Biólogos são bem vindos!

Referência Bibliográfica
G1 - Natureza

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Sistema de grupo sanguíneo chamado Diego

O sistema de grupos sangüíneos Diego, devido à sua raridade, era considerado um fator privado familiar. Investigações posteriores, de estudos familiares na Venezuela e em índios do continente americano e mongóis na Ásia, evidenciaram a sua existência. Neste relato apresentamos o desenvolvimento do conhecimento e da sua história. (JUNQUEIRA, 2002)

"O mais conhecido dos grupos sanguíneos é o sistema A B O. Existem outros sistemas que não são conhecidos que também são importantes na hora de transfusão. Tem um sistema de grupo sanguíneo chamado Diego. Tem o A e o B. Cada um pode ser positivo ou negativo. Ele [o índio] tem o Diego negativo, que é muito raro na população em geral, é mais comum em índios e asiáticos. Essa é a dificuldade. No sistema A B O, ele [o índio] é O positivo. Além de ser O positivo ele tem o sistema Diego negativo", afirma o hematologista Marinho Marques, diretor de hemoterapia da Fundação de Hematologia e Hemoterapia da Bahia (Hemoba). Índio com Sangue Raro - G1



Outros sistemas antigênicos


  • O sistema MNS foi descoberto por Landsteiner e Levine (1920 - antígenos M e N), complemantado por Walsh e Montgomery (1967). Este sistema apresenta os antígenos: M,N e S, s. Os anticorpos são imunes (apesenta como curiosidade a possibilidade de desenvlvimento de anticorpos anti-N pela exposição a antígeno semelhante presentes na planta Vicia graminea). São antígenos de natureza glicoprotéica, determinados pelos pares de alelos M,N e S,s, e apresentando algumas variantes.
  • O primeiro antígeno do sistema P foi descoberto por Landsteiner e Levine (1927). Este sistema é composto por 7 tipos principais, reconhecidos através de quatro anti-soros. Seus antígenos estão associados ao aborto habitual e à pielonefrite por Eschericha coli.
  • O Sistema Lutheran (Callender et al, 1945; Callender e Race, 1946) foi descoberto quando um paciente politransfundido desenvolveu anticorpos após a exposição ao sangue de um doador cujo nome era Lutheran. Apresenta 18 antígenos conhecidos, determinados por séries de alelos ligados e inibido por um gene dominante.
  • O Sistema Kell foi descoberto em 1946, após uma mulher (Sra. Kell) ter dado à luz uma criança com DHRN. O anti-K é na maioria das vezes imune, mas pode ocorrer de forma natural. O anti-k (Levine et al, 1949), também descoberto em um caso de DHRN, é um antígeno imune. Foram descritos posteriormente diversos antígenos de menor frequência. O sistema associa-se ao sitema Kx --- o qual apresenta apenas um antígeno, o Kx. A gligoproteína que contém os antígenos Kell se liga ao antígeno Kx por meio de pontes dissulfídricas.
  • O sistema Duffy (Cutbush et al, 1950, Cutbush e Mollison, 1950) deve seu nome ao Sr Duffy, um hemofílico politransfundido que apresentou anticorpos contra um de seus antígenos. São descritos quatro fenótipos mais importantes, de pouco poder imunogênico.
  • O primeiro antígeno do sistema Kidd (Allen et al, 1951) foi encontrado na Sra. Kidd, após dar à luz uma criança com DHRN. Palut et al (1953) encontraram, em uma mulher que apresentou reação de incompatibilidade sanguínea, um segundo antígeno. Foram descritos quatro fenótipos principais, correspondentes a sete composições genotípicas.
  • O sistema Diego (Layrisse et al, 1955) foi descoberto pelo estudo de uma família venezuelana com ascendência indígena (a família Diego). Apresenta um antígeno polimórfico em pessoas de origem mongólica e de alta frequência em índios. Foram descritas mais de dez mutações, todas raras. A sua função está ligada ao transporte de Ânions de bicarbonato em troca de cloreto através da membrana eritrocitária, revertendo o acúmulo de bicarbonato nas hemácias e facilitando seu transporte.
  • O sistema Yt, tmbém chamado de Cartwright, foi descoberto por Eaton et al (1956). Os estudos indicam a existência de três fenótipos reconhecíveis, explicados por um par de alelos autossômicos. São uma expressão antigênica da enzima Acetilcolinesterase, importante na condução de impulsos nervosos.
  • O anticorpo anti-I, do sistema Ii, está ligado à formação de um auto-anticorpo em anemias hemolíticas por anticorpos frios. Pode ser encontrado também como um anticorpo natural nos adultos com fenótipo i. Estes antígenos não são o produto de um par de alelos, e alguns autores não os consideram componentes de um sistema eritrocitário. O antígeno i é representado pela molécula linear de poli-N-acetil-latosaminoglicana a qual no adulto se transforma na molécula ramificada (que é o antígeno I), sob a ação de uma enzima. Na ausência da forma ativa desta enzima, por mutação, não haverá a transformação.
  • O sistema Xg (Mann et al, 1962) tem seu gene determinante localizado no cromossoma X e por conseguinte a frequência de seus antígenos difere os dois sexos. Os casos de imunização são bastante raros.





Referências Bibliográficas

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Paixões

Descaradamente a Zoologia e a Ecologia são minhas preferidas. Depois vem a taxonomia, a genética, os reinos...! rs
Meu sonho sempre foi trabalhar com animais. Acho-os incríveis por sua simples complexidade. Coloridos e foscos, micro e macros,  solitários ou em grupo, cada um deles consegue me roubar de um mundo humano e me levar ao mundo animal.

Lembro que escolhi biologia por gostar de estar presente na natureza. Decidi estudar, me profissionalizar e tentar entender o mundo e suas realizações. Acho que um biólogo faz isso.

Mas os animais... se tornaram minha paixão. A relação de dependência entre as espécies sempre me fez pensar e fazer minhas teorias. Depois veio a paixão por classificações de grupos e seria impossível não ver o mundo como um todo interdependente e complexo. Sou super apaixonada por tudo isso.



sábado, 11 de fevereiro de 2012

Soneto

AMO! 

Amo a terra! Amo o sol! Amo o céu! Amo o mar!
Amo a vida! Amo a luz! Amo as árvores! Amo
a poesia que escrevo e entusiasta declamo
aos que sentem como eu a alegria de amar!

Amo a noite! Amo a antiga palidez do luar!
A flor presa aos cabelos soltos de algum ramo!
Uma folha que cai! Um perfume pelo ar
onde um desejo extinto sem querer inflamo!

Amo os rios! E a estranha solidão em festa,
dessa alma que possuo multiforme e inquieta
como a alma multiforme e inquieta da floresta!

Amo a cor que há nos sons! Amo os sons que há na cor!
E em mim mesmo, — amo a glória de sentir-me um Poeta
e amar imensamente o meu imenso amor!...


(J. G. de Araújo Jorge)

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Beija-flor


Nunca dei muita importância aos pássaros até que no ano retrasado tive um aluno novinho que era louco por aves e já (tão cedo) falava que iria ser biólogo e estudar pássaros. Lembro que quando eu disse que quem estuda pássaros chama-se ornitólogo ele arregalou os olhos e disse: - Isso, eu vou ser ornitólogo!
Era uma pessoinha, bem resolvida  e que gostava muito de ciências. Percebi que é preciso dar atenção a alunos assim. Um professor que não dê atenção nesses casos pode desestimular um futuro profissional brilhante.
Um dia fiz um curso e ganhei um guia de aves aqui da região onde eu moro. Corri para o professor do curso  e disse que tinha um aluno que queria ser  ornitólogo. Na mesma hora ele entendeu e me deu um guia extra para dar ao meu aluno. Na semana seguinte entreguei ao pequenino e vi aqueles olhos brilharem. É isso gente. Coisas simples que fazem a profissão valer a pena.

Então Caio, esse post é para você!

Beija-flor!!!!

Lindos, pequenos, rápidos, multicoloridos,... Tantos adjetivos para essa bela ave. Rodando pela internet achei várias fotos incríveis sobre beija-flores.

O beija-flor, colibri ou cuitelo é uma ave da ordem Apodiformes, que inclui apenas a família Trochilidae e seus 108 gêneros. Existem 322 espécies conhecidas. No Brasil, alguns gêneros recebem outros nomes, como os rabos-brancos do gênero Phaethornis ou os bicos-retos do gênero Heliomaster. No antigo sistema classificativo, a família Trochilidae integrava a ordem Apodiformes, juntamente com os andorinhões. Entre as características distintivas do grupo, contam-se o bico alongado, a alimentação à base de néctar, 8 pares de costelas, 14 a 15 vértebras cervicais, plumagem iridescente e uma língua extensível e bifurcada.
O grupo é originário das Américas e ocorre desde o Alasca à Terra do Fogo. A maioria das espécies é tropical e subtropical e vive entre as latitudes 10ºN e 25ºS. A maior biodiversidade do grupo encontra-se no Brasil e no Equador, que contam com cerca de metade das espécies conhecidas de beija-flor. Os troquilídeos estão ausentes do Velho Mundo, onde o seu nicho ecológico é preenchido pela família Nectariniidae (Passeriformes).

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Apodiformes
  • Características físicas
Os beija-flores são aves de pequeno porte, que medem em média 6 a 12 cm de comprimento e pesam 2 a 6 gramas. O bico é normalmente longo, mas o formato preciso varia bastante com a espécie e está adaptado ao formato da flor que constitui a base da alimentação de cada tipo de beija-flor. Uma característica comum é a língua bifurcada e extensível, usada para extrair o néctar das flores.
O esqueleto e constituição muscular dos beija-flores estão adaptados de forma a permitir um vôo rápido e extremamente ágil. São as únicas aves capazes de voar em marcha-ré e de permanecer imóveis no ar. O batimento das asas é muito rápido e as espécies menores podem bater as asas 70 a 80 vezes por segundo. Em contraste, as patas dos beija-flores são pequenas demais para a ave caminhar sobre o solo. As fêmeas são em geral maiores que os machos, mas apresentam coloração menos intensa.Vivem em média 12 anos e seu tempo de incubação é de 13 a 15 dias.
  • Comportamento
Tal como a maioria das aves, o sentido do olfato não está muito desenvolvido nos beija-flores; a visão, no entanto, é muito apurada. Além de poderem identificar cores, os beija-flores são dos poucos vertebrados capazes de detectar cores no espectro ultravioleta.

A alimentação dos beija-flores é baseada em néctar (cerca de 90%) e artrópodes, em particular moscas, aranhas e formigas. Os beija-flores são poligâmicos.

Polinização: Entre os animais que visitam flores em busca de alimento, os beija-flores são os mais conhecidos, pelos tons metálicos da sua plumagem e a capacidade de visitar flores pairando no ar. Os beija-flores precisam de grandes quantidades de néctar diariamente, para suprir a energia necessária ao seu esvoaçar contínuo. O néctar das flores visitadas por beija-flores é um alimento altamente energético, contendo cerca de 20% de açúcares, sendo que a quantidade de néctar disponível varia com o tamanho e tipo de flor.

As flores visitadas por beija-flores em geral são tubulosas e e apresentam cores vivas, com tonalidades que variam do vermelho ao alaranjado. Esse conjunto de cores e formas permite prever que o polinizador de uma determinada flor seja um beija-flor. As flores da sálvia e do cipó-de-são-joão representam bem os tipos visitados por beija-flores. Entretanto, algumas flores polinizadas por essas aves podem ser azuis ou brancas, como as de certos caraguatás. Nesse caso, as brácteas ou alguma outra parte da planta apresentam cor avermelhada, que atrai a atenção dos beija-flores.
  • Alguns beija-flores também buscam néctar em flores que são polinizadas por outros tipos de animais, como abelhas, borboletas ou morcegos. Quando isso ocorre, nem sempre há um ajuste entre o tamanho e o tipo de flor e o tamanho do bico do beija-flor. Quando a flor é grande demais, pode ocorrer a 'pilhagem de néctar'. Nesse tipo de visita, o beija-flor retira o néctar sem tocar nas partes reprodutivas da planta e, portanto, não realiza a polinização. Beija-flores pequenos, como o besourinho-de-bico-vermelho são pilhadores habituais.
  • Ao visitar as flores em busca de néctar, os beija-flores podem adotar dois modos distintos: estabelecem territórios ou percorrem rotas alimentares. Os dois modos resultam em diferenças na polinização. Quando estabelece território, o beija-flor transporta pólen entre as flores da mesma planta ou de plantas próximas entre si. Já a territorialidade, portanto, resulta em menor número de plantas na polinização. Na ronda alimentar, por outro lado, o beija-flor transporta pólen entre as flores de um maior número de indivíduos, distantes entre si, possibilitando assim maior variabilidade genética.
  • Alimentação artificial
Aproveitando a grande necessidade que os beija-flores têm de um alimento energético de rápida utilização, como o néctar, que contém carboidratos em concentração variável em torno de 15 a 25%, é possível atraí-los para fontes artificiais de soluções açucaradas, os chamados "bebedouros" para beija-flores. Trata-se de recipientes com corolas artificiais onde é colocada uma solução açucarada cuja concentração recomendada é de 20%. Uma crença, que tudo indica foi iniciada a partir de uma publicação de autoria do naturalista Augusto Ruschi, diz que o uso desses bebedouros pode ocasionar doenças nessas aves, podendo até matá-las. Porém não há, na literatura ornitológica, nenhum trabalho científico comprovando isto. Essa crença tornou-se extremamente difundida na população. A doença à qual Ruschi se referiu seria a candidíase, infecção oportunista causada pelo fungo Candida albicans, que acometeria a boca dos beija-flores. É possível que esse autor tenha de fato observado essa doença em seus beija-flores, mantidos em viveiros, pelo fato de se encontrarem imunodeprimidos pelas próprias condições do cativeiro. De qualquer forma, é aconselhável que todos que forem se utilizar desse artifício para atração de beija-flores para seus jardins, sacadas, etc., procedam à limpeza diária dos bebedouros e à troca da solução açucarada, preparada sempre com açúcar comum, evitando utilizar mel, açúcar mascavo e outros preparados com maior facilidade de fermentação.
Havendo a disponibilidade do alimento artificial, normalmente os beija-flores o procuram complementando, com louvor, seu provimento energético. Esse alimento fornecido auxilia os beija-flores, porém alguns cuidados são necessários.
Em áreas com desequílibrio da vegetação natural ou mesmo em certos períodos do ano, quando há maior escassez de alimento, os beija-flores tendem a se especializar nos bebedouros. A hipótese é que essa fase de especialização pode provocar um desequílibrio no organismo do animal, debilitando o seu sistema imunológico. Foi observado, principalmente nestes períodos de escassez, um aumento de doenças nestes pássaros, especialmente aquelas provocadas por fungos. Isso provavelmente pode ter origem na carência de alguns nutrientes que normalmente seriam encontrados em fontes naturais de alimento, como o néctar e artrópodes. Com a adição de sal na dieta líquida, percebeu-se um aumento na resistência às doenças, tornando-se incomum ver pássaros enfermos. Desta forma, além da troca diária da calda açucarada, é aconselhável acrescentar também uma pequena pitada de sal (NaCl). Na dosagem, o exagero de sal prejudica os pássaros, assim o ideal seria imitar a concentração do soro fisiológico.
Com relação à limpeza dos bebedouros, outrossim é importante mantê-los longe de insetos como formigas, vespas, baratas, etc. Tais insetos, além de competir pelo alimento com os pássaros, carregam parasitas, especialmente fungos que infectam os bebedouros. Um sinal vísivel, da infestação por fungos, é o pronto escurecimento do bocal e até pétalas das flores artificiais, logo após a visita dos insetos. Sendo assim é recomendável utilizar modelos de bebedouros que tenham algum dispositivo limitador de formigas, etc. Quando se notar o escurecimento das flores de plásticos, estas devem imediatamente ser esterilizadas com cloro (destinado a purificar alimentos, jamais usar produtos comuns de limpeza) e bem enxaguadas antes de serem reutilizadas.



  • Referências culturais


Foto aérea da imagem de beija-flor estilizado nas linhas de Nazca no Peru
Os beija-flores estão representados:
No brasão de armas e na moeda de 1 cêntimo de Trinidade e Tobago.
Nas linhas de Nazca.
Na cédula de R$ 1,00.
No símbolo da Prefeitura Municipal de Betim, Minas Gerais.
Na música Cuitelinho, do folclore de Minas Gerais.
Na música brasileira Ai que Saudade D'ocê.





Ai Que Saudade D'Ocê (Geraldo Azevedo)


Não se admire se um dia
Um beija-flor invadir
A porta da tua casa
Te der um beijo e partir
Fui eu que mandei o beijo
Que é pra matar meu desejo
Faz tempo que eu não te vejo
Ai que saudade de ocê
Se um dia ocê se lembrar
Escreva uma carta pra mim
Bote logo no correio
Com frases dizendo assim
Faz tempo que eu não te vejo
Quero matar meu desejo
Te mando um monte de beijo
Ai que saudade sem fim
E se quiser recordar
Aquele nosso namoro
Quando eu ia viajar
Você caía no choro
Eu chorando pela estrada
Mas o que eu posso fazer
Trabalhar é minha sina
Eu gosto mesmo é de ocê




Referência Bibliográfica http://pt.wikipedia.org/wiki/Beija-flor

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Buda e a Flor de Lótus


O segredo da saúde mental e corporal está em não se lamentar pelo passado,  não se preocupar com o futuro, nem se adiantar aos problemas, mas, viver sabia e seriamente o presente.
(Buda)
Entre minhas flores preferidas está a Flor de Lótus. Pela sua história, seu misticismo e sua simbologia. Todas as flores pertencentes ao gênero Nymphaea são incrivelmente belas: Abaixo a classificação taxonômica e um pouco da história sobre o mito entre Buda e a Flor de Lótus.



Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Nymphaeales
Família: Nymphaeaceae
Gênero: Nymphaea

Espécies
  • Nymphaea alba L.
  • Nymphaea amazonum Mart. et Zucc.
  • Nymphaea ampla (Salisb.) DC.
  • Nymphaea blanda G.F.W. Meyer
  • Nymphaea caerulea Savigny
  • Nymphaea capensis Thunb.
  • Nymphaea conardii Wiersema
  • Nymphaea ×daubenyana W.T. Baxter ex Daubeny
  • Nymphaea elegans Hook.
  • Nymphaea glandulifera Rodschied
  • Nymphaea jamesoniana Planch.
  • Nymphaea leibergii Morong
  • Nymphaea lotus L.
  • Nymphaea mexicana Zucc.
  • Nymphaea micrantha
  • Nymphaea odorata Ait.
  • Nymphaea rudgeana G.F.W. Mey. (Aguapé-da-meia-noite)
  • Nymphaea tetragona Georgi
  • Nymphaea ×thiona Ward
O termo "Buda" é um título, não um nome próprio. Significa "aquele que sabe", ou "aquele que despertou", e se aplica a alguém que atingiu um superior nível de entendimento e a plenitude da condição humana. Foi aplicado, e ainda o é, a várias pessoas excepcionais que atingiram um tal grau de elevação moral e espiritual que se tranformaram em mestres de sabedoria no oriente, onde se seguem os preceitos budistas. 

É difícil encontrar um país da Ásia onde a flor de lótus não seja considerado sagrada.

Na tradição budista e em muitas outras crenças orientais a imagem do lótus está ligada à elevação e expansão espiritual. A pureza e a harmonia equilibrada das pétalas da flor estão associadas à própria história de Sidartha Gautama, o Buda, que deu início ao seu caminho de iluminação ao contemplar a miséria que existia fora dos muros do palácio onde vivia.

A flor branca e delicada que emerge de águas lodosas, revelando toda a sua beleza e força, é um símbolo poderoso e transreligioso do convite a que todo ser humano possa evoluir em direção ao Mais, ao Magis para o qual foi sonhado e criado.

A FLOR DE LÓTUS e o Budismo
De acordo com o Budismo, uma flor de lótus serve como assento aos que renascem no paraíso budista. No budismo, o lótus é o símbulo de pureza e perfeição da natureza búdica, inerente com todas as pessoas. “Assim como o lótus brota de dentro da escuridão da lama para a superfície da água, florescendo somente depois que se elevou acima da água e por permanecer imaculada sem se contaminar nem com a terra nem com a água que o nutriram, da mesma forma a mente, nascida do corpo humano, desabrocha suas verdadeiras qualidades( pétalas ) depois que se elevou acima das torrentes lodosas da paixão e da ignorância, e transforma as forças obscuras das profundezas em brilhantes e puros néctar da consciência iluminada.”
( Govinha, pg.89 in Philip Kapleau: Os três pilares do Zen. Ed. Itatiaia)

Lótus é o símbolo da expansão espiritual, do sagrado, do puro.
A lenda budista nos relata que quando Siddhartha, que mais tarde se tornaria Buda, tocou o solo e fez seus primeiros sete passos, sete flores de lótus cresceram. Assim, cada passo do Bodhisattva é um ato de expansão espiritual. Os Budas em meditação são representados sentados sobre flores de lótus, e a expansão da visão espiritual na meditação ( dhyana ) esta simbolizada pelas flores de lótus completamente abertas, cujos centros e pétalas suportam imagens, atributos ou mantras de vários Budas e Bodhisattvas, de acordo com a posição relativa a relação mútua.

Do mesmo modo, os centros da consciência no corpo humano (Chacras) estão representados como flores de lótus, cujas cores correspondem ao seu caráter individual, enquanto o número de suas pétalas correspondem às suas funções.

O significado original deste simbolismo pode ser visto pela semelhança seguinte: Tal como a flor de lótus cresce da escuridão do lodo para a superfície da água, abrindo suas flores somente após ter-se erguido além da superfície, ficando imaculada de ambos, terra e água, que a nutriram – do mesmo modo a mente, nascida no corpo humano, expande suas verdadeiras qualidades (pétalas) após ter-se erguido dos fluidos turvos da paixão e da ignorância, e transforma o poder tenebroso da profundidade no puro néctar radiante da consciência iluminada (bidhicitta), a incomparável jóia (mani) na flor de lótus (padma). Assim, o arahant (santo) cresce além deste mundo e o ultrapassa. Apesar das suas raízes estarem na profundidade sombria deste mundo, sua cabeça esta erguida na totalidade da luz. Ele é a síntese viva do mais profundo e do mais elevado, da escuridão e da luz, do material e do imaterial, das limitações da individualidade e da universidade ilimitada, do formando e do som sem forma, do Samsara e do Nirvana. Se o impulso para a luz não estivesse adormecido na semente profundamente escondida na escuridão da terra, o lótus não poderia se voltar em direção a luz. Se o impulso para uma maior consciência e conhecimento não estivesse adormecido mesmo no estado da mais profunda ignorância, nem mesmo num estado de completa inconsciência um iluminado nunca poderia se erguer da escuridão do Samsara. A semente da iluminação esta sempre presente no mundo, e do mesmo modo como os Budas surgiram nos ciclos passados no mundo, também os iluminados surgem no presente ciclo e poderão surgir em futuros ciclos, enquanto houver condições adequadas para vida orgânica e consciente.
Adaptação do livro ” FUNDAMENTOS DO MISTICISMO TIBETANO ” do Lama Anagarika Govinha, Editora pensamento (1995)

O verdadeiro simbolismo da Flor de Lotus é o de demonstrar , na prática, a possibilidade de transformarmos o nosso lado negativo em algo puro e belo , diariamente, silenciosamente e com toda a tranqüilidade.
Tal como o lótus que cresce da escuridão do lodo para a superfície, abrindo as flores somente após ter-se erguido além da superfície da água. Suas flores ficam livres do lodo e da água que as nutriram.
Pura e límpida como tivesse sido gerada em uma incubadora esterilizada.

Do mesmo modo a mente expande suas verdadeiras qualidades (as pétalas) após ter-se erguido dos fluidos turvos da paixão e da ignorância. Transformando o poder tenebroso da profundidade no puro néctar radiante da Consciência Iluminada, a flor de lótus (Padma ou Pema). – do blog Ziguezague

Referências bibliográficas
http://pt.wikipedia.org/wiki/Nymphaea
http://dimensaodocorpo.blogspot.com/2009/08/buda.html
http://ziguezaguepost.blogspot.com/2008/05/o-verdadeiro-simbolismo-da-flor-de.html
https://floresdelotus13.wordpress.com/tag/flor-de-lotus-2/
http://ew-willianlira.blogspot.com/2011/01/flor-de-lotus.html
http://hospedagem.infolink.com.br/nostradamus/tantra.htm

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Meu livro queridinho da faculdade.


Todos possuem um livro com o qual se identificam durante a faculdade - aquele que torna-se seu livro queridinho. O meu foi o Zoologia Geral (Storer/Usinger/Stebbins/Nybakken).
Lembro que foi meu  primeiro livro, sacrificado pois eu estava com pouco dinheiro na época (tipica estudante).
Na época podíamos até copiar algumas partes do livro mas como eu iria usar o livro durante o curso inteiro achei que valia a pena o investimento. E valeu.
O livro não é cheio de figurinhas coloridas (com exceção da capa). Ele possui na maioria das vezes fotos e esquemas em preto e branco mas é incrivelmente direto e com informações suficientes, na medida certa.
Não é um livro muito pequeno eu sei, mas aos poucos fui me apaixonando de forma que ele se tornou minha Bíblia de Zoologia.
E foi assim, me acompanhando toda semana durante os anos de faculdade que ele tornou-se meu queridinho. Depois ele ficou juntinho também na pós-graduação e vira e meche eu procuro mais informações nele.
Então fica a dica para quem gosta de ser bem informado, ou gosta de animais ou está cursando algo relacionado a biologia.
Outro dia falo mais de outros livros.



Hoje mesmo, estudando, eu corri para tirar minhas dúvidas nele.

Beijos.

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